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Entre a Cruz e a Espada


Júlio M. Bicalho

Júlio M. Bicalho

Autodidata na filosofia das artes, com destaque na escrita

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  25.outubro.2022

Se Roberto Jefferson está doidão ok, entendo, não dá mesmo para engolir esse regime de coisas quieto, sobretudo ele que conhece a raiz desses problemas, que conhece a capa dos "juízes" políticos ao avesso. Contudo, considero que se louco fique, e se, deseja cair de pé, mire no alvo certo, e não estamos falando de pessoas aqui. Afinal Jefferson vale mais pensando e falando do que atirando, por isso o desejo infame de calar sua voz. O tiro nesse caso, deveria ser com as munições que se arremessam do cerne do seu cognitivo, o que seria fatal para os inimigos do Estado. Essa desvairada do Jefferson, foi auto sabotagem, tiro amigo, auto sepultamento moral. Claro que devemos considerar que, nada de majestoso, seria capaz de atingir os "deuses do olimpo" na sua empáfia e tirania.

Infelizmente, ao protestar contra o nebuloso passo que alguns Ministros do STF tem arriscado fora da constituição, Roberto Jefferson cometeu um ato criminoso, e para alguns, da parte mais reativa e nervosa do conservadorismo nacional, ele se torna um mártir e isso logicamente não é bom, porque ao se tornar espelho para os fracos, pode desencadear uma série de ações extremas. O que para a direita não soa positivo, embora o ato seja isolado e não tenha correlação com o Presidente. É lamentável, pois nas últimas semanas Jair Bolsonaro tem obtido diversas vitórias no campo do diálogo político junto aos eleitores mais indecisos. Agora o ar de calmaria termina, e iniciamos uma nova guerra nessa exaustiva batalha Eleitoral, provocada por um "tiro amigo."

Os Ministros do STE Cutucaram a onça com a vara curta. Visto que no desenrolar dos acontecimentos o judiciário saiu dos trilhos da constituição, e em favor dos "amigos, dos amigos de meu pai" tenham derrubado o artigo 220 da constituição sem aval do Senado, é caro considerar que haveria reação, tendo em vista que no Estado Democrático de direito a voz do povo é voz de deus, ao tentar calar essa poderosa voz, os Ministros pagaram para ver. E a primeira reação foi um estampido de um tiro que acertou os braços da justiça. O povo é rio, uma forte corrente natural, e as ações tiranas dos ministros represaram essa força, Jefferson é apenas uma trinca na barragem. Sem as pernas e o tronco, a cabeça do sistema pode rolar, pois a onça é um bicho genuinamente Brasileiro e o único do mundo que é indomável.

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